sábado, 29 de agosto de 2020

120 mil mortes: Covid-19 evidenciou o desprezo do brasileiro pelas minorias

 

No momento em que estou escrevendo este texto, segundo o Johns Hopkins Coronavirus Resource Center, o Brasil registra 3.846.153 casos de Covid-19 e 120.262 mortes em decorrência da doença. No dia 03 de agosto, menos de um mês antes, eram 2.733.677 de casos e 94.130 mortes.

Considerando-se o total de casos registrados em 29 de agosto de 2020, a taxa de letalidade detectada da doença no Brasil é de 3,1%. Ou seja, a cada 100 contaminados detectados, 3 morrerão. Os dados, tanto de detecção de infectados, como de mortos, é subnotificado. Fato. Basta ver o aumento vertiginoso do número de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não associados ao coronavírus de 2020, na comparação com anos anteriores.

Dados recentes apontam que a taxa de letalidade da doença é de cerca de 0,7%, o que é um indicativo da subnotificação. O número pode ser ainda menor, algo como 0,5%. Contudo, partindo-se da hipótese desses 0,7%, o total de casos deve estar por volta de 17  milhões.

Segundo o IBGE, a população total do Brasil é de 211 milhões. Caso 70% da população sejam infectados – percentual tido como aquele que permitiria o país alcançar a questionável "imunidade de rebanho" –, isso equivaleria a 147,7 milhões de infectados e, nas atuais condições, sem remédio e sem vacina, levaria à morte mais de um milhão de brasileiros!

Ainda assim, "sobrariam" 210 milhões de brasileiros vivos. O que, para muitos, é motivo para não criar alarde.

Os que morrerão são a "minoria". A maioria sobreviverá. Sim. Esse é o típico pensamento do brasileiro médio. Das autoridades aos incautos, passando por familiares que eventualmente assistirão à morte de um desses "grupos minoritários".


segunda-feira, 2 de março de 2020

Crises são importantes para nos mostrar que estamos no caminho errado!


Muita gente anda me perguntando por que o dólar no Brasil sobe mais do que em outros países em momentos de crise, como o atual, atribuído ao coronavírus.
Bem, penso que este 1º gráfico que elaborei com base nos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços ajuda a esclarecer.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Não estamos em guerra civil. Estamos em processo de extermínio.

Muitas pessoas gostam de justificar as ações violentas e indiscriminadas por parte das forças policiais como "fatalidade decorrente da guerra civil que estamos vivendo".

terça-feira, 15 de outubro de 2019

terça-feira, 8 de outubro de 2019

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

De Eldorado dos Carajás a Altamira

1996, Eldorado dos Carajás, sul do Pará.

João Pedro tinha apenas 5 anos. Assistiu ao pai ser covardemente assassinado pela polícia comandada pelo coronel Pantoja, juntamente com 18 outros sem-terra.

Fernando, o pai de Felipe, e os agentes de Estado

O ano era 1974. Felipe tinha 2 anos apenas.
Avó de Felipe Santa Cruz com a foto do filho assassinado na ditadura militar, Fernando Santa Cruz.
Fonte: O Documento, acesso em agosto de 2019.

terça-feira, 9 de julho de 2019

PEC06/2019 - a Reforma da Previdência Excludente

Quando se diz que quase metade dos brasileiros - notadamente os mais pobres - não conseguirá se aposentar se esta reforma da previdência for aprovada, não é exagero. É literalmente!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Desejo sucesso ao governo Bolsonaro!


Desejo que seja um governo que preze pela Democracia acima de tudo e pela Justiça acima de todos independentemente de cor, etnia, credo, ideologias ou preferência sexual. Que respeite o Estado laico e não tome decisões políticas baseadas em crenças pessoais.
Foto: Observatório da Televisão, 2018.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

O espírito comunitário holandês e o espírito individualista brasileiro



No último final de semana, um amigo que vive entre a Holanda e o Brasil veio me visitar. Contou-me uma história que me deixou, ao mesmo tempo, maravilhado e entristecido ao comparar com a situação brasileira.

Descreveu como a Holanda vivencia, de longa data, um movimento pela redução das desigualdades sociais em amplo aspecto. E como esse movimento é forte a partir das escolas do ensino fundamental daquele país: como os pais se envolvem diretamente na Educação dos filhos no mais forte espírito comunitário.
Foto: Abril Viagens, acesso em 2018.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

O empresário de sucesso e o zé povão

Passeando pela timeline do meu LinkedIn sempre me deparo com a descrição do empresário de sucesso. Sempre com referências a histórias (cuja veracidade não me preocupei em checar) de personalidades conhecidas no Brasil. Jorge Lemann, Abílio Diniz, Sílvio Santos, o falecido Antônio Ermírio de Moraes... exemplos inequívocos de que o talento associado à dedicação é a fórmula para o sucesso.
Imagem: AllBusiness, 2018.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

A greve dos caminhoneiros e a reforma tributária

O atual governo se lançou em reformas agressivas aos trabalhadores, principalmente os de baixa renda, como a reforma trabalhista e a PEC do teto dos gastos. Gastou todo capital político tentando aprovar a reforma da previdência. Mas nem tocou no assunto da principal reforma que efetivamente pode destravar a economia.

Estamos assistindo com essa paralisação dos caminhoneiros a evidência de que este governo - assim como os anteriores - errou de forma grotesca ao não priorizar a reforma tributáriaQue está atrasada há pelo menos 30 anos, desde a promulgação da Constituição Federal de 1988.
Foto: Notícias do Vale do Itajaí, 2018.

sábado, 17 de março de 2018

Rio+20: o "não" contra o "sim"

Artigo escrito por ocasião da Rio+20 em 20 de junho de 2012
A cada 20 anos, o meio ambiente torna-se o assunto da moda em função das conferências periódicas, tais como a Rio 92 e a Rio+20. Desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, convocada sob a Resolução 2.398 da 23ª Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) e realizada em Estocolmo em 1972, até o boicote dos EUA ao Protocolo de Kyoto em 2001, ao mesmo tempo, muita coisa mudou e pouco mudou.
Foto: http://www.rio20.gov.br, 2018.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Sobre Anitta e Pabllo Vittar: está reclamando do quê?

Bem. Para ser honesto, antes de tudo, declaro que detesto música sertaneja atual, axé e funk pancadão. Agora, para não cair no cliché da "qualidade musical", prefiro fazer uma análise socioeconômica. Para começo de conversa, no Brasil (dados de 2015), há cerca de 56,2% da população com 25 anos ou mais que têm apenas o ensino fundamental completo. [1] Quer dizer, vivemos em um país com uma população primordialmente de baixa escolaridade.