terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Congresso da incivilidade

A sessão ordinária do dia 08 de dezembro de 2015 é um marco vexatório na História do Brasil. Uma vergonha que não é alheia, já que supostamente aqueles excelentíssimos senhores representam a todos nós da sociedade brasileira.
Sessão de 08/12/2015: vexame nacional.
Foto: Portal G1, 2015.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

O risco da reindexação da Economia Brasileira

Mesmo com o Plano Real de 1994, a Economia Brasileira nunca foi completamente desindexada. A chama da indexação permaneceu acesa em contratos de prestação de serviços essenciais, tais como energia elétrica, telecomunicações, concessionários de pedágio e de outros serviços públicos privatizados. Assim como os aluguéis. E principalmente os salários, que puxam os preços privados livres e obrigam os governos das esferas estaduais e municipais a reajustarem os tributos incidentes sobre a propriedade, tais como IPVA e IPTU.

sábado, 4 de julho de 2015

Por que deveríamos abolir a palavra 'racismo'

Na última semana um caso chocou o Brasil. A recém-contratada apresentadora da sessão sobre a previsão do clima no Jornal Nacional da Rede Globo, Maria Júlia Coutinho, foi alvo de comentários preconceituosos devido à cor de sua pele.



domingo, 21 de junho de 2015

Por que o Estado laico é melhor para todos?

Imagem: WP Clipart, 2015.

Antes de tudo cabe um esclarecimento: Estado laico NÃO É Estado ateu como muitos equivocadamente pensam. Estado laico é aquele cujas leis são feitas sem priorizar qualquer religião em particular. E, ao ser constituído dessa maneira, o Estado permite que cada um possa exercer sua religião e crença livremente. Logicamente, desde que não viole os direitos individuais e nem faça qualquer apologia a atos criminosos.

De acordo com o último censo do IBGE (2010), o Brasil é um país de maioria católica: quase 65%. Somando-se aos 22% de evangélicos, totalizam-se 87% de cristãos. Assim, todos aqueles não adeptos do cristianismo somam apenas 13%.

sábado, 13 de junho de 2015

Lucrando com as desgraças da criminalidade

Lendo o jornal Folha de S. Paulo de hoje me deparei com a manchete abaixo.
Fonte: Folha de S. Paulo, 13 de junho de 2015, Cotidiano, pág. B5 (foto própria).
Trata-se da história de uma jovem de 16 anos estuprada e morta por adolescentes. A foto à direita retrata o desespero do pai de um dos menores envolvidos no crime. Segundo ele, o filho "não é coisa boa", afirmando não saber "de onde vem tanta perversidade". História hedionda, triste e comovente, sem dúvida! 

Mas não me passa despercebida a manchete em meio a anúncios de carros e de um luxuoso residencial.
Fonte: Folha de S. Paulo, 13 de junho de 2015, Cotidiano, pág. B4 e B5 (foto própria).

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Espaço público versus espaço privado: mais um exemplo da falta de Educação

A tecnologia se desenvolve e traz consigo cada vez mais melhorias nas condições de vida da sociedade. Mas o mau uso da tecnologia é recorrente em todos os períodos da humanidade.

Recentemente, uma verdadeira praga tecnológica invadiu as praias:  os amplificadores de som com bateria recarregável. De todos os tamanhos e com várias potências, esses amplificadores tornaram praticamente impossível ter um pouco de sossego, conversar e ouvir o barulho das ondas do mar.

Sob incontáveis guarda-sóis, várias pessoas se acham DJ's. Creem que todos à volta estão interessados em balada 24h. E acham que todos têm a obrigação de ouvir aquilo que pensam ser boa música.

Normalmente são péssimas músicas, mas esse não é o ponto. O ponto central é a falta de respeito - resultado da falta de Educação - que essas pessoas têm com relação ao espaço público.

Hoje em dia ninguém contesta que fumar em espaços públicos fechados é uma falta de respeito. A revolucionária lei antifumo recentemente sancionada proíbe de forma justa o consumo de cigarros em bares, restaurantes e quaisquer outros espaços públicos - ou frequentado pelo público. O consumo de cigarros causa um problema que é conhecido na Economia como externalidade: quem está próximo ao consumidor de cigarros é "obrigado" a consumir passivamente o tabaco e todas as substâncias cancerígenas que dele derivam.

O consumo de música também gera uma externalidade. "Obriga" quem está próximo a ouvir o que frequentemente não tem interesse. Curiosamente já há tecnologia que permite evitar que tal externalidade ocorra: fones de ouvido.

Assim é cada vez mais urgente que seja aprovada lei que proíba que as pessoas ouçam música alta de forma a desrespeitar o espaço público. E que passe a punir quem insiste em desrespeitar com multas. Na verdade, bastaria Educação e o mínimo de bom senso.

Mas como isso parece ser inalcançável, talvez a solução temporária seja mesmo "doer no bolso". Assim como quem joga lixo nas ruas e quem causa qualquer distúrbio ao espaço público. Em um país onde falta Educação, sobram motivos para arrecadação com multas. Lamentável!