terça-feira, 4 de agosto de 2015

O risco da reindexação da Economia Brasileira

Mesmo com o Plano Real de 1994, a Economia Brasileira nunca foi completamente desindexada. A chama da indexação permaneceu acesa em contratos de prestação de serviços essenciais, tais como energia elétrica, telecomunicações, concessionários de pedágio e de outros serviços públicos privatizados. Assim como os aluguéis. E principalmente os salários, que puxam os preços privados livres e obrigam os governos das esferas estaduais e municipais a reajustarem os tributos incidentes sobre a propriedade, tais como IPVA e IPTU.

sábado, 4 de julho de 2015

Por que deveríamos abolir a palavra 'racismo'

Na última semana um caso chocou o Brasil. A recém-contratada apresentadora da sessão sobre a previsão do clima no Jornal Nacional da Rede Globo, Maria Júlia Coutinho, foi alvo de comentários preconceituosos devido à cor de sua pele.



domingo, 21 de junho de 2015

Por que o Estado laico é melhor para todos?

Imagem: WP Clipart, 2015.

Antes de tudo cabe um esclarecimento: Estado laico NÃO É Estado ateu como muitos equivocadamente pensam. Estado laico é aquele cujas leis são feitas sem priorizar qualquer religião em particular. E, ao ser constituído dessa maneira, o Estado permite que cada um possa exercer sua religião e crença livremente. Logicamente, desde que não viole os direitos individuais e nem faça qualquer apologia a atos criminosos.

De acordo com o último censo do IBGE (2010), o Brasil é um país de maioria católica: quase 65%. Somando-se aos 22% de evangélicos, totalizam-se 87% de cristãos. Assim, todos aqueles não adeptos do cristianismo somam apenas 13%.

sábado, 13 de junho de 2015

Lucrando com as desgraças da criminalidade

Lendo o jornal Folha de S. Paulo de hoje me deparei com a manchete abaixo.
Fonte: Folha de S. Paulo, 13 de junho de 2015, Cotidiano, pág. B5 (foto própria).
Trata-se da história de uma jovem de 16 anos estuprada e morta por adolescentes. A foto à direita retrata o desespero do pai de um dos menores envolvidos no crime. Segundo ele, o filho "não é coisa boa", afirmando não saber "de onde vem tanta perversidade". História hedionda, triste e comovente, sem dúvida! 

Mas não me passa despercebida a manchete em meio a anúncios de carros e de um luxuoso residencial.
Fonte: Folha de S. Paulo, 13 de junho de 2015, Cotidiano, pág. B4 e B5 (foto própria).

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Espaço público versus espaço privado: mais um exemplo da falta de Educação

A tecnologia se desenvolve e traz consigo cada vez mais melhorias nas condições de vida da sociedade. Mas o mau uso da tecnologia é recorrente em todos os períodos da humanidade.

Recentemente, uma verdadeira praga tecnológica invadiu as praias:  os amplificadores de som com bateria recarregável. De todos os tamanhos e com várias potências, esses amplificadores tornaram praticamente impossível ter um pouco de sossego, conversar e ouvir o barulho das ondas do mar.

Sob incontáveis guarda-sóis, várias pessoas se acham DJ's. Creem que todos à volta estão interessados em balada 24h. E acham que todos têm a obrigação de ouvir aquilo que pensam ser boa música.

Normalmente são péssimas músicas, mas esse não é o ponto. O ponto central é a falta de respeito - resultado da falta de Educação - que essas pessoas têm com relação ao espaço público.

Hoje em dia ninguém contesta que fumar em espaços públicos fechados é uma falta de respeito. A revolucionária lei antifumo recentemente sancionada proíbe de forma justa o consumo de cigarros em bares, restaurantes e quaisquer outros espaços públicos - ou frequentado pelo público. O consumo de cigarros causa um problema que é conhecido na Economia como externalidade: quem está próximo ao consumidor de cigarros é "obrigado" a consumir passivamente o tabaco e todas as substâncias cancerígenas que dele derivam.

O consumo de música também gera uma externalidade. "Obriga" quem está próximo a ouvir o que frequentemente não tem interesse. Curiosamente já há tecnologia que permite evitar que tal externalidade ocorra: fones de ouvido.

Assim é cada vez mais urgente que seja aprovada lei que proíba que as pessoas ouçam música alta de forma a desrespeitar o espaço público. E que passe a punir quem insiste em desrespeitar com multas. Na verdade, bastaria Educação e o mínimo de bom senso.

Mas como isso parece ser inalcançável, talvez a solução temporária seja mesmo "doer no bolso". Assim como quem joga lixo nas ruas e quem causa qualquer distúrbio ao espaço público. Em um país onde falta Educação, sobram motivos para arrecadação com multas. Lamentável!

sábado, 15 de novembro de 2014

Inconsciência voluntária

Diante do gigantesco predador que devorará a presa viva, dilacerando lenta e dolorosamente as entranhas, o instinto primitivo de fugir e lutar é suprimido.

Como que vendo a vítima do alto do fosso, antecipando o que está para acontecer, grito aflito na esperança de salvá-la. A virtual presa olha diretamente nos meus olhos. Não se assusta diante do eminente ataque. Nem manifesta qualquer intenção de agarrar minha mão estendida a livrar-lhe do inevitável desfecho.